Olá queridonas e queridões!

Não, esse não é mais um texto sobre regras do que você, como evangélico, pode ou não pode fazer. Deixe-me compartilhar um pensamento que me ocorreu neste fim de semana. Ontem, enquanto eu orava , lembrei-me de agradecer pela minha liberdade. Comecei agradecendo pela minha liberdade de chegar diante do próprio Deus, de ter livre acesso a Ele e poder chama-lo de Pai. Algo bastante normal para nós. Mas não podemos esquecer que sangue foi derramado para eu poder me dirigir assim a Deus. Se você não sabe do que estou falando, pesquise sobre o assunto começando por Mateus 27:51. Depois agradeci pela liberdade de poder ter (e ler) uma Bíblia no conforto do meu lar, ou em qualquer outro lugar que eu queira. Liberdade de pregar o Evangelho. Liberdade para ir ao culto. Liberdade de expressar minha opinião através desse texto e publicá-lo. Enfim…agradeci, em resumo, pela minha liberdade civil, que me garante o direito de expressar minha fé em Cristo.

Ora, para nós ocidentais todas essas coisas são tão obvias, tão naturais. Já em países como a China, Coreia do Norte, Irã e mais um amontoado de países mundo afora, principalmente no Oriente Médio, uma pessoa pode ser perseguida, presa, torturada e condenada à morte por pregar o Evangelho ou por sequer professar a fé cristã.

Vendo o assunto liberdade sob esse aspecto, e conhecendo um pouco da história da Igreja, chego à conclusão de que fazemos parte de uma geração que não sofreu. Recebemos tudo prontinho. Somos uma geração que não sabe o que é ser perseguido, que não sebe o que é ter que se reunir as escondidas para fazer um culto, não sabe o que é ter que escolher entre continuar vivo e negar a fé em Cristo.

Talvez seja por isso existam tantos bundões, fechados em seu mundinho e círculos de amigos virtuais de integridade intelectual invejável, cheios de discursos religiosos e ideológicos, escondendo-se atrás de falácias e bravatas religiosas. A velha história se repete: figueiras frondosas, cheias de folhas, mas sem nenhum fruto. É triste, é muito triste olhar para essa realidade hoje e ver que a semente de sangue que foi plantada pelos mártires do primeiro século transformou-se em mais um “ismo”, onde se vive no campo das aparências e a liberdade e a Palavra são usadas para legitimar discursos e inflar egos, mas não são usadas, na prática, para salvar vidas e de almas perdidas.

Há muito mais implicações sobre esse tema. Mas, como nosso tempo é curto e dificilmente estamos dispostos a ler textos longos, penso que daqui é um bom ponto de partida, produtivo, para se falar de “liberdade”.

Um abraço a todos e fiquem na Paz!

@edukokinho

Categorias: Reflexões, Testemunhos

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