Olá!

É, queridos leitores…foi-se a época em que pega-pega era só uma brincadeira dos meus tempos de piá. Tempos em que eu, de perninha fina, corpinho magricelo, calças curtas e pezinhos descalços corria alegre e serelepe pelos campos da fazenda onde morava no interior do Paraná. Despreocupado da vida, não raras vezes pisava nas obras que as vaquinhas deixavam pelo caminho. hahah. Mas isso não vem ao caso. Vamos ao tema. O que tem a ver o “pega-pega” com o assunto que vou tratar hoje?

Numa sociedade cheia de zumbis onde praticamente tudo é “coisificado”, ou seja, as coisas são amadas e as pessoas são usadas, com os relacionamentos não é diferente. Falo dos relacionamentos entre homens e mulheres, mais precisamente. Mulheres não são vistas como um ser que precisa ser amado e cuidado, mas como um pedaço de carne a ser devorado. Os homens na verdade não são homens, são meninos covardes que não querem assumir compromissos e responsabilidades. O ficar, a “pegação”, o prazer é o que há!

Antes que alguém diga que este é um discurso de crente moralista que aponta o dedo e diz “vão todos queimar no mármore do inferno”, tomo a liberdade de parafrasear um fragmento de texto que li um dia desses o qual dizia que falar sobre dignidade e decência não é ser moralista, é ter bom senso.

O comportamento sobre o qual eu estava falando é fruto de uma geração corrompida que perdeu a percepção de que somos feitos a imegem e semelhança de Deus. Uma geração que não sabe discernir entre a mão direita e a esquerda, cujos valores e referenciais são as novelas e os Big (vocês sabem o que) da vida. Isso sem falar nos seriados, nas músicas, nos filmes; e por que não falar dos livros também? Eu não vou falar muito da mídia, porque é assunto batido, surrado. Sabemos perfeitamente que todo tipo de mídia produz muita inutilidade, e se produz é porque vende, e se vende é porque alguém consome, e se alguém consome é porque precisa satisfazer alguma necessidade, necessidade essa que a própria mídia cria, e se mídia é capaz de criar uma necessidade é porque há um vazio a ser preenchido, e enquanto houver um vazio a ser preenchido a mídia continuará produzindo inutilidades. Brilhante conclusão!

O assunto é vasto e não quero me alongar demais. A quem interessar possa, deixo meu recado de forma objetiva:

HOMENS – sejamos mais homens. Ser homem não significa ser o “pegador”. Precisamos cuidar mais das nossas mulheres, elas não são mero objeto de prazer. Temos que aprender a valorizá-las e respeitá-las, ainda que algumas delas, lamentavelmente, não se valorizem ou não se deem ao respeito. Essa é a atitude de um verdadeiro homem.

MULHERES – não usem seus corpos para chamar a atenção, usem a inteligência. Valorize-se e respeite-se, seu corpo é uma das maiores preciosidades que você tem e, portanto, não deixem os homens fazerem o que bem entendem com ele.

Para terminar, lembro que lá no comecinho da Bíblia há um ensinamento muito simples na passagem onde fala sobre a criação do homem e da mulher. Todos conhecem a história: que a Eva foi formada a partir de uma costela de Adão. Está implícito nessa passagem que Eva (que representa a mulher), ao ser formada a partir de uma costela de Adão (que representa o homem), não foi feita para estar atrás, nem acima, nem abaixo e nem à frente do homem, mas ao lado dele, para completar a parte que lhe foi tirada.

O relacionamento do homem com a mulher visto sob a ótica da Palavra de Deus é algo muito belo, mas que infelizmente tem sido banalizado. Precisamos lembrar e ensinar que os princípios de relacionamento que Deus deixou em sua Palavra – princípios estes que não podem e não devem ser confundidos com moralismo puritano – são para nos proteger da escravidão dos relacionamentos descartáveis.

Fiquem na Paz!

Eduardo (O Kokinho) @edukokinho

Categorias: Reflexões

Comente pelo Facebook »