Olá queridões e queridonas!

No meu primeiro/último post falei um pouco sobre crer e pensar. O que?! Ainda não leu o post anterior?! Então dá uma clicadinha aqui e leia rapidinho! Você vai perceber que no final eu terminei o texto fazendo a pergunta: “Mas…e o que é fé?”.

IMPORTANTE: antes de continuar, só quero dizer para você não esperar mais uma daquelas “mensagenzinhas bonitas” que com certeza você já deve ter recebido por e-mail e que, para o bem da humanidade, jogou direto na lixeira e sinalizou como spam (ehhehe). Continue lendo aí que eu garanto o conteúdo com “selo de garantia” © Copyright de Cristo (yeah!). Eu sei, eu sei, esse papo de Jesus outra vez e tals. Tudo bem, talvez você pense que não precisa desse tal de Jesus, pois a sua vida está (ou não) muito bem, obrigado. Respeito sua decisão de pensar assim mas… sei lá… acho que é uma maneira bem egoísta de ver as coisas. Já parou para refletir que a questão toda pode não ser você?!  A maneira como você pensa tem a ver diretamente com o tipo de que você tem e o objeto dessa . Experimente refletir um pouco sobre essa questão e responda o que move a tua : ser aceito por Deus? Esperança de uma suposta reencarnação numa próxima vida aqui na terra em melhor estilo? Medo? Interesse no que Deus pode te oferecer materialmente? Enfim, o que move a tua é o EU?

Bem, não espere que eu dê respostas a essas perguntas. Aliás, nunca espere que eu dê resposta alguma. O máximo que eu posso fazer é apontar para o que é perfeito, Ele sim tem as respostas para você. Mas já vou adiantando que não serão as respostas que você quer ouvir, e sim aquelas que você precisa ouvir. É frustrante, eu sei.  Nesse contexto esperamos quase sempre respostas prontas. O problema é que não somos ensinados a fazer as perguntas certas.

Com o intuito de ajudar você a ter mais clareza sobre essas questões que coloquei – e tantas outras do gênero – achei por bem começar fazendo uma distinção, dentro do pouco entendimento que tenho, entre pensamento positivo, otimismo, religiosidade, crendice, superstição e a . São conceitos que facilmente são confundidos entre seus significados e não raras vezes são usados como sinônimo de . Esse é o senso comum, que diz que no final das contas dá tudo na mesma. Será?!

Religiosidade: nada mais é do que cumprir obrigações religiosas. Perdoem-me os “igrejeiros” de plantão, mas ir à missa ou ao culto pensando que com isso está agradando a Deus não passa de mera religiosidade. Essa é uma prática que pouco tem a ver com . É como se tentássemos (e pudéssemos) colocar Deus em dívida conosco, o que não passa de uma frustrada tentativa de “sacrifício”. Precisamos aprender a fazer as coisas pelo motivo certo: adorar a Deus em espírito e verdade, porque são esses que Ele procura.

Pensamento positivo: é apenas uma pré-disposição psicológica em que uma pessoa tenta programar seu próprio cérebro acreditando que algo vai acontecer exatamente da forma como ela deseja. Funciona mais ou menos assim: acredite naquilo que você quer que seja verdade, mesmo que seja um total engano, uma mentira.

Crendice: é acreditar em contos religiosos ou fábulas. Não confundamos esses contos com as parábolas que Jesus utilizava como um recurso onde Ele usava situações comuns do dia-a-dia para ilustrar e traduzir o Reino de Deus numa linguagem compreensível para nós seres humanos. Através de suas parábolas Jesus tinha a única missão de levar as pessoas a uma fé verdadeira mostrando quem realmente é Deus. Jesus nunca iludiu as pessoas, Ele nunca disse que Deus era um velhinho de barba branca, que o diabo tinha chifres, rabo e um tridente, que haveria um purgatório, que no céu tocaríamos harpas sentadinhos numa nuvem, etc. Jesus não ensinou coisas desse tipo, Ele pregou algo mais profundo e ao mesmo tempo comprometedor: o Evangelho, que é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.

Superstição: é uma atitude que leva as pessoas a atribuir poderes sobrenaturais às coisas ou situações que não tem poder algum. Um pé de coelho pra dar sorte (se desse mesmo sorte o pobre coelho não perderia as patinhas..hahah), uma figa pra espantar olho-gordo (eu usaria colírio diet se tivesse esse problema…hahah), entrar de pé direito em determinado local pra dar sorte, usar um crucifixo para espantar maus espíritos, ou até mesmo uma Bíblia aberta na estante da sala ou na cabeceira da cama pra abençoar o lar. Note que não há bases sólidas para sustentar tais práticas. Se é uma prática sem fundamento, incoerente, mentirosa, que visa unicamente o meu bem-estar, logo tenho motivos suficientes para rejeitar e duvidar da sua eficácia.

Otimismo: também não deixa de ser uma pré-disposição mental, psicológica, do tipo “vamos que vai dar tudo certo”. Não há nada errado em ser otimista. O problema é quando esse otimismo todo serve para tentar mascarar e esconder uma realidade a qual não queremos ver. Um bom e velho otimista diria que no final tudo acaba bem. Mas a realidade mostra que não é assim que acontece, e não importa o quanto otimista você for, pois seu otimismo, a sua religiosidade vazia, seu pensamento positivo, a sua crendice, a sua superstição ou até mesmo frases prontas que você costuma ler não irão mudar absolutamente nada a realidade ao seu redor. Por outro lado há os que concordam comigo, sabem que o que eu falei é verdade, entendem o que é ter uma fé verdadeira, mas mesmo sabendo disso tudo continuam indiferentes. Aí sinceramente eu não sei dizer o que é pior.

Pois é…mas afinal o que é fé, então?! Fé pode ser tudo menos esses tipos de coisas que estamos acostumados a ouvir desde criancinha.  Fé nada mais é do que confiança. Você pode dizer que é uma pessoa que tem fé, mas isso não quer dizer nada, pois a questão é: onde está sua confiança é que vai fazer toda a diferença. Dizem que é bom ter fé, que o “importante é apegar-se a alguma coisa” (alguma coisa?!) e o que importa é a fé. Quem diz isso não se preocupa com o objeto da fé, mas é justamente esse o ponto que faz toda a diferença. Jesus (não eu) leva as pessoas a uma fé genuína e verdadeira. Nos leva a conhecer a Deus como Ele de fato é, e não como nós imaginamos ou queremos que Ele seja: um Deus domesticado segundo nossas necessidades. Uma das marcas do modelo de fé que Jesus deixou foi a obediência ao Pai, sem relativismos, sem visões distorcidas, sem jeitinho brasileiro, sem muletas espirituais, sem interesses, mas pelo que Palavra viva de Deus ensina. Pense nisso.

Um abraço e fiquem todos na Paz de Cristo!

@edukokinho

Categorias: Reflexões

Comente pelo Facebook »