Uma semana depois do post do @edukokinho sobre Relativismo, muitos viram que Deus, Espírito Santo e Cristo Jesus são Verdades Absolutas! Certo?! Ok. Prosseguimos então para a Segunda parte da Teoria da Relatividade do Cristianismo.

Para começar bem já digo: O Pecado é Relativo. Não no sentido é pecado ou não para Deus, mas no sentido é pecado ou não, individualmente, para cada ser humano. Não entendeu? Vamos à Bíblia! Quem foi o culpado pela saída do Jardim do Éden, o pecado ou o homem e a mulher que desobedeceram a ordem direta de Deus? Quem foi culpado pelo dilúvio, o pecado ou nós humanos que ‘exageramos’ na maldade e testamos a ira do Pai? Quem foi o culpado pela morte de Jesus na Cruz, o pecado ou nós que O crucificamos? A resposta é sempre a mesma: NÓS! Nós que fizemos tudo o que desagrada a Deus e tudo aquilo que o ofendeu, apenas usamos o pecado como ferramenta.  A culpa sempre foi exclusivamente e tão somente nossa.

Passando essa introdução introspectiva, vemos que o pecado é relativo! Nós usamos o pecado para praticar o mal, e não o pecado que nos usa!

Abre parênteses. Minha mãe sempre comentou: “‘Tadinho’ do diabo que sempre é amaldiçoado quando a gente não sabe fazer alguma coisa certa!” Concordo com ela! É mais fácil culpar alguém que já tem culpa milenar do que querer reatar os laços com Deus. Levanta essa cara e assume teu erro! Fecha parênteses.

O pecado pode ser praticado através de diversos meios, como o adultério, a idolatria, através de mentiras, falsidade, desobediência, etc., mas nem todos nós pecamos na mesma área. Alguns têm maior problema com o dinheiro, sendo que é a própria grana que acaba controlando a pessoa; outros não conseguem largar o vício das drogas lícitas (cerveja, cigarro) ou das drogas ilícitas (maconha, cocaína), fazendo barbáries para conseguir consumir a substância; alguns mentem, não mais por necessidade, mas por costume; e existem também os que são viciados em pornografia, mas pregam nos cultos sobre o pecado do adultério.

Ressalto o que está escrito em 2 Coríntios 11:3 – “O que receio, e quero evitar, é que assim como a serpente enganou Eva com astúcia, a mente de vocês seja corrompida e se desvie da sua sincera e pura devoção a Cristo.” Continuando no verso 14 – “Isto não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz“. O diabo usa diferentes métodos para empurrar uma pessoa para o caminho da perdição, forçando sempre no lado que a corda arrebenta mais fácil!

A Bíblia nos diz que “o que entra pela boca não torna o homem ‘impuro’; mas o que sai de sua boca, isto o torna ‘impuro’” (Mateus 15:11). Resumindo, é tudo aquilo que acontece entre VOCÊ e DEUS e que tu, como ser humano, considere que é pecado dentro do teu coração é que irá te tornar impuro, não aquilo que a sociedade pseudo-evangélica diz sem embasamento Bíblico.

Abre parênteses de novo. Cuidado! Tome como base sempre a Bíblia. Se a Bíblia diz que é pecado, é pecado e ponto final. E outro coisa, os 10 Mandamentos não são Relativos! Fecha parênteses de novo.

Um exemplo básico de como o pecado pode ser relativo: Temos a parábola do Jovem Rico (Lucas 18:18-23), que não quis seguir a Cristo porque não queria largar o seu dinheiro, ou seja, ele amava o dinheiro mais do que o próprio Deus. Na outra ponta, temos o rei Salomão, que “era o mais rico e o mais sábio de todos os reis da terra” (1Reis 10:23), mas não amava o dinheiro, mesmo tendo muito mais do que o Jovem Rico. Ele pecou então? Não! Pelo menos não nessa área! Dinheiro não é pecado, mas sim o que cada um faz com ele. Escolher o dinheiro ao invés de Cristo é pecado. Ter dinheiro e ainda assim escolher a Cristo como Senhor e Salvador, não é pecado. Depende do seu ato o que pode ser uma ofensa a Deus!

Salomão não desagradou a Deus através do dinheiro, mas sim pelas suas diversas mulheres (Neemias 13:26).

Finalizando com uma citação do Guilherme: “Não relativizem a sua Fé!”

Seria isso! Critique e duvide sem hesitar! Mas por favor, venha com embasamento Bíblico, não evangélico!

Fiquem na Paz!                                                 @GustavoWoerner

Categorias: Reflexões

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