Quem mora em cidade grande sabe o que são multidões. É gente e gente enchendo os ônibus, as ruas, os parques, tudo. O que você vê numa multidão? Há os que enxergam alguma vantagem. Para o pessoal de marketing, quanto mais gente tiver contato com os seus anúncios, maiores serão as chances de obterem usuários. Políticos podem ver nas multidões a garantia de sua próxima eleição; para líderes religiosos mal intencionados podem ser massa fáceis de manobrar, visando ao lucro pessoal. O artista reconhece na multidão que lota o recinto o seu prestígio e a continuidade do seu sucesso. Raros são os que veem nas multidões pessoas com rostos, nomes e histórias.

No texto de hoje, Jesus anda pelas cidades cuidando das pessoas. De repente, ao ver as multidões, nota que aquele aglomerado é mais do que massa, mas vidas sem rumo, gente desorientada, desamparada e aflita que não sabe para onde ir. Jesus as vê como ovelhas sem um pastor que as conduza. No cotidiano rural da Palestina, a imagem do pastor conduzindo e guardando ovelhas era comum. Aquela gente não tinha quem cuidasse dela. Quantas vezes nos sentimos assim em meio à multidão: desamparados, aflitos, sem rumo, sem alguém que seja por nós. Estar rodeado de gente não significa companheirismo e alegria. A multidão não tem o poder de banir a angústia da alma aflita.

Então Jesus chega e destaca na multidão um rosto, um nome, uma história: a sua! Quando Jesus vê você, ele não o enxerga como massa, mas como ovelha que precisa de um pastor que a oriente e que cuide dela: ele o trata como gente, sabe seu nome e conhece sua história. Jesus não olha para sua religião, seu passado glorioso ou tenebroso. Ele olha para a necessidade da sua alma porque o ama. Para ele não somos massa de manobra, somos gente que ele deseja inserir em seu rebanho e ensinar, cuidar e conduzir pela vida.

Leia: Mateus 9.35-36

Jesus é a diferença entre perdidos e achados.

Fiquem na Paz!     @GustavoWoerner

Categorias: Reflexões

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