Ultimamente essa frase tem mexido bastante comigo, pois tenho visto que cada vez mais há um “conflito” entre denominações, cada qual quer mostrar os “seus frutos”, “seus resultados”, “suas boas obras” e blá blá blá.

Se o próprio Jesus disse aos discípulos que os mesmos eram seus amigos, e lhes confiava o que o PAI lhe tinha revelado, porque é então que nós, “cristãos atuais” não fazemos o mesmo; e “construímos o Reino de Deus entre amigos”? Essa é uma pergunta a qual tenho tido dificuldade em responder; ora por mim, ora pelos outros.

No dia 09/12/2011 busquei viver isso na prática, em um trabalho no qual Deus tem me dado graça para continuar; onde ELE sempre foi O Último e O Único recurso do “Projeto com os Garis de Ponta Grossa”. Nesse dia, após 10 meses visitando-os, compartilhando a Palavra, trocando experiências e construindo sonhos, fizemos uma confraternização de fim de Ano. É sempre uma honra e um grande prazer dividir o meu tempo com eles, é onde sou curado dessa maldita doença burguesa e capitalista, aprendendo que pra ser feliz, preciso de AMIGOS e não do DINHEIRO.

Nesse dia, fizemos uma confraternização de final de ano, juntamente com a Ceia. SIM, eu fiz uma CEIA com eles, pois é o SENHOR quem nos convida. Creio que muitos já se esqueceram desses versículos de Paulo aos Corintios.

Quando vocês se reúnem, não é para comer a ceia do Senhor, porque cada um come sua própria ceia sem esperar pelos outros. Assim, enquanto um fica com fome, outro se embriaga – 1ª Coríntios 11:20-21.

Pra você, o que significa a CEIA? Pra mim, quando eu divido o pão, significa que divido a minha vida, assim como Jesus “rasgou” sua vida por mim. Quando eu divido o vinho (suco), significa que o mesmo sangue que Jesus verteu na cruz, foi por mim e pelo meu semelhante. Então, quando eu divido o pão e o vinho, eu divido a minha vida com o meu próximo. Porque o pão e o vinho do “ritual/memorial” só fazem sentidos, quando compartilhado com o próximo no dia-a-dia.

Com certeza aquele momento ficará marcado para eles, assim como ficou marcado na minha vida. Vi alguns emocionados, contendo as lágrimas (pois creio que nunca tiveram um momento como aquele); e de fato, foi emocionante. Eu cheguei à minha casa e acabei-me em lágrimas, não pude conter a alegria que em mim contagiava. Liguei para minha namorada e compartilhei um pouco do tínhamos vivido lá.

Estar vivendo esse tempo junto aos garis tem me proporcionado a olhar o mundo sob um novo prisma, pois imagens são como ônibus. Uma imagem não é algo fixo. Imagens são como janelas através das quais olhamos para o que está longe. Cada janela nos oferece uma visão nova. As imagens convidam cada uma a formar sua própria imagem. Elas abrem nossos olhos. Mas deixam-nos também a liberdade de enxergar mais além, se não nos disserem nada. As imagens querem abrir uma janela para que possamos ver Jesus de uma maneira nova. Mostram-nos dele algo que a teologia conceitual não consegue mostrar. Atualizadas, revelam coisas novas na figura de Jesus. Imagens são como ônibus. Elas nos põem em movimento. Levam-nos para frente. Mas os ônibus, às vezes param. Não conseguimos ir mais adiante. Temos então que descer e então tomar outro ônibus; temos que procurar outras imagens que nos permitam descobrir em Jesus coisas novas.

Acredito que essa experiência está me deixando curado da doença burguesa, e abrindo os meus olhos pra ser mais HUMANO. Hoje, Eles são meus amigos e posso afirmar isso! Sinto-me honrado de estar convivendo com eles e partilhando momentos maravilhosos, onde compartilhamos experiências e construímos sonhos.

Que você também se permita construir o Reino de Deus entre amigos.

Deixo aqui, a minha gratidão por todos que tem orado, ofertado e caminhado junto com esse projeto, creio que assim, continuaremos a viver e construir o Reino de Deus entre amigos.

“Não pode haver testemunho inconfundível onde não haja vida inconfundível. Os cristãos são, portanto, chamados ao arrependimento. Precisam chegar a Cristo, o servo, e deixar que Ele ponha a sua forma distinta sobre ele. Necessitam cuidar para que a Igreja que evangeliza também dê evidências visíveis das credenciais do seu trabalho”

Fayson Rodrigo Megere / @FaysonMerege

Categorias: Reflexões, Testemunhos

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