O ser humano é um “bicho” que vive da imitação. Nosso aprendizado, diferente dos animais irracionais, é quase que totalmente através de ações que aprendemos das outras pessoas. Modo de falar, gestos, comportamentos, expressões e tudo o que molda o nosso caráter é quase que um reflexo daquilo que aprendemos com o tempo.

Um exemplo claro é uma criança que, se for deixada no meio de gatos, ela não vai falar no futuro, mas sim irá miar, por que esse foi o ambiente em que ela viveu. Diferente se eu pegar um gato e colocar no meio de cachorros; o gato não vai latir, ele vai miar, por causa de sua natureza, de seus instintos, porque ele é um gato (óbvio).

O bicho homem/mulher não é incapaz de aprender as coisas sozinho, mas a nossa vida é assim: nos baseamos nos  outros para não termos que nos esforçar para aprender sozinhos, gerando uma série de consequências. Será que buscamos, ao menos, bons exemplos pra seguir? Será que temos vontade própria? Será que somos bons exemplos? Veremos.

Deparamo-nos todos os dias com situações de pessoas que são “Maria vai com as outras”. Pessoas que não tem opinião própria, que não pensam (e não querem pensar) e, principalmente, não são bons exemplos a serem seguidos.

Temos dois lados aqui: A imitação e a manipulação, existindo uma diferença básica entre esses dois termos. Enquanto a imitação pode ser tratada como “instinto humano”, que seria a singularidade de tomar alguém ou algo como exemplo a ser seguido, a manipulação de pessoas é imposta, provocada por aqueles com maior poder de persuasão.

É aquilo que se vê hoje na mídia: um povo alienado que tem como exemplos de conduta programas televisivos sem conteúdo e pessoas sem cultura. Pessoas que não tem vontade própria de decidir o que é melhor para elas e vão pela cabeça do outro, imaginando que se “faz o outro feliz eu também serei feliz”.

Pessoas assim não pensam, não raciocinam e, ainda por cima, criticam aqueles que gostam de selecionar os que buscam agregar algo de útil para si neste mundo (lógico que, essa crítica não parte dessas pessoas, mas sim daqueles que persuadem elas a fazerem isso). De que adianta termos um cérebro se não usa? De que adianta ter uma boca se só sabe falar besteiras? De que adianta ter o conhecimento do que é certo e errado se é o outro que decide isso para a gente?

Como Paulo diz em 1 Coríntios 11.1:Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo”. Cristo era seu exemplo maior, aquele em que procurava se achar; Em Filipenses 2.5 está escrito: “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus”, esta deve ser a nosso vontade! E mais ainda: “Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo”. 1 Pedro 1:15-16 

Sim, temos que saber escolher nossos exemplos. Devemos escolher pessoas que transparecem o seu modo de viver a vida com uma conduta ética e moral, acima de tudo cristã. Devemos ter como alicerce principal imitar as atitudes de Cristo, mas se você não achar isso possível, imite alguém que vive de maneira íntegra; alguém que se preocupa com o próximo.

E reafirmando: cristão não foi feito para ser alguém alienado, alguém que só se alimenta com informação fácil de digerir. Cristão tem que aprender a pensar, criticar, conhecer, discutir e avaliar o que é certo e o que é errado para a sua vida. Cristo não foi alguém que aceitou tudo aquilo que lhe era oferecido. Não aceite também! Não seja você mais uma pessoas presa a esse mundo, onde só concorda com tudo o que lhe é mostra. Seja diferente! Não vá pela cabeça do outro! E por fim: aprenda a discernir.(Leia Romanos 14)

 

Fiquem na Paz!              Gustavo Woerner

Categorias: Reflexões

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