Maria entrou de férias! Era 23 de dezembro. A praia estava cheia assim como as ruas, praças e avenidas, mas a sua decisão foi de passar o Natal junto de sua família antes de ir estudar no exterior. Nada de muito agito! O local de encontro escolhido era a antiga casa de madeira de seu tio Jorge, construída especialmente para grandes famílias em um lugar afastado das grandes cidades.

Chegou a Véspera de Natal e se reuniram para compartilhar alegrias e se divertir. Era pai, mãe, tios, tias, primos, avós, avôs e ela, todos reunidos ao redor de uma mesa farta e sublime! Risos não faltavam. As piadas do papai sempre arrancavam gargalhadas das pessoas, sem desprezar as histórias do vovô sobre como tudo era antigamente. “Um outro mundo” e “Uaaaau” eram as expressões mais notadas nos caçulinhas da família.

Maria já conhecia todas as histórias e contos de sua família, mas sempre se maravilhava com o carisma e as palavras de seu avô. Sentando na roda das mulheres, ela descobriu um pouco mais de sua avó, dona Lurdes, considerada uma mulher muito bonita na sua época, que cativava o coração de todos os rapazes! “Mas foi o seu avô, aquele velho charmoso, que chamou a minha atenção na estação de trem”, dizia ela. Ele confirmava: “Não tinha como escapar da beleza dela, era impossível!”. Risos de Maria!

Com o passar da tarde a conversa não diminuía. Com os primos, Maria se lembrou de sua infância: Jogar bola com os meninos, pular corda, bonecas, aventuras dentro de casa e sonhos de criança. “Lembro daquela vez que tu se escondeu dentro da máquina de lavar roupa da mamãe quando brincávamos de esconde-esconde, melhor esconderijo de todos!” dizia o seu primo Jeferson.

A noite chegou e com ela a Ceia de Natal. Maria olhou para todos ao redor daquela mesa e sentiu a falta de seu irmão mais velho. Quando ela tinha 15 anos, Eduardo de 19, salvou-a de se afogar enquanto os dois tomavam banho na praia, mas infelizmente ele não conseguiu sair a tempo.

Escorreu uma lágrima que logo depois sumiu em seu sorriso.

Lembrem-se que o simbolismo do Natal não significa só a alegria e a comunhão com aqueles que estão perto, mas também para lembrar daqueles que já se foram e agradecer Àquele que morreu por nós para que possamos viver!

Feliz Natal!!                        Gustavo Woerner

 

Categorias: Reflexões

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