Oficina

Quase em seguida, Ele me perguntou: “Tens uma oficina em tua casa?” Lá fora, junto à garagem da casa de meu coração, tinha uma bancada de trabalho e algumas ferramentas, mas não as usava havia muito. Eventualmente, entretia-me com algumas pequenas coisas, mas nunca fazia nada realmente produtivo.

Fomos juntos a ver o lugar. Ele olhou ao redor e me disse: “Estás muito bem equipado. Que estás produzindo com a tua vida para o Reino de Deus?” Então, sua vista se deteve em um par de brinquedos que eu deixara sobre a bancada, tomou um deles em sua mão e me perguntou: “É isto o que fazes para os demais em tua vida cristã?

Esteeee… bom, Senhor”, respondi, “eu sei que não é muito e realmente gostaria de fazer mais. Porém, às vezes sinto que não tenho forças para fazer mais”. “Desejas ter melhor desempenho?”, me perguntou. “Claro que sim!”, respondi.

Bem, dá-me as tuas mãos. Agora, entrega-te com confiança à minha direção e permitas que o meu Espírito trabalhe através de ti. Eu sei que às vezes te sentes torpe, incapaz e não sabes o que fazer, mas o Espírito Santo é o Mestre Artesão e, se Ele controlar as tuas mãos e o teu coração, trabalhará através de ti”.

Quando Ele terminou de falar, pôs-se de lado, colocou suas mãos, grandes e fortes, debaixo das minhas, com seus dedos hábeis tomou as ferramentas e começou a trabalhar através de mim. Quanto mais eu descansava e confiava nele, mais Ele podia fazer com a minha vida.

A Sala de Recreação

Perguntou-me também se tinha algum lugar aonde eu ia, para divertir-me e estar com outras pessoas. Eu estava desejoso que Ele não averiguasse muito sobre isso. É que havia algumas amizades e atividades que me parecia melhor mantê-las em privado.

Uma tarde, quando eu saía com alguns amigos, deteve-me com o seu olhar e perguntou-me: “Vais sair?”. Respondi que sim. “Que bom!”, replicou, “Gostaria de acompanhar-te”.

É que, Senhor…”, disse um tanto incomodado, “não creio que realmente queiras desfrutar do lugar para onde vamos. Por que não saímos juntos tu e eu amanhã à noite? Poderíamos ir ao estudo bíblico na igreja; mas esta noite tenho outro compromisso”.

Desculpa-me”, interpôs o Senhor, “mas eu acreditava que quando me convidastes à tua casa era para fazermos todas as coisas juntos, para sermos companheiros. Apenas quero que saibas que estou disposto a ir contigo, se quiseres”.

Bem”, murmurei, enquanto saía, “iremos juntos a algum lugar amanhã”.

Essa noite foi interminável. Senti-me muito mal. Que tipo de amigo era eu para Jesus, deixando-lhe deliberadamente fora da minha vida, indo a lugares e fazendo coisas que eu sabia muito bem que Ele não desfrutaria?

Quando regressei, havia luz em seu quarto. Então, subi para falar com Ele e lhe disse: “Senhor, aprendi a lição. Agora entendo que não posso sentir-me bem sem a tua companhia. De agora em diante, faremos tudo juntos”. E voltamos à sala de recreação. Fora transformada. Trouxe novos amigos, novas satisfações, novas alegrias. Desde então há sons de música e de alegria por toda a casa.

Categorias: Reflexões

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