Olá queridões e queridonas!

No meu último texto declarei (além de outras coisas) que não defendo religião, porque não foi nenhuma delas que morreu por mim, pois foi Jesus quem pagou o preço da minha salvação. Depois dessa publicação fiquei a pensar que esta minha declaração poderia gerar algum conflito do tipo: mas como ele diz que não defende religião se está aí falando de Deus, fé, Jesus, Bíblia e tudo mais. Então achei por bem esclarecer um pouco esta minha afirmação.

Essa aparente contradição sobre o que afirmei ocorre porque quando se fala em Deus a nossa mente automaticamente conecta-se à palavra religião. Carregamos um conceito de que para chegar a Deus precisamos de uma religião, de rituais, sacrifícios, penitências, dos faça isso e não faça aquilo, e pensamos que essa seja a forma correta de nos religar com Deus. Mas Jesus veio para quebrar esse paradigma.

Note, por exemplo, que há (e sempre houve) um vasto “mercado religioso” nas “prateleiras da espiritualidade”, mas a Bíblia diz que há só um mediador entre Deus e o ser humano, e esse mediador é Jesus e não uma religião. Alguns desavisados tem aquela velha mania de colocar tudo no mesmo patamar e dizer que Jesus foi apenas um bom e sábio homem como muitos outros e que deixou muitos ensinamentos para a humanidade. Até peço desculpas a quem pensa desta forma, mas, um homem que dizia ser o filho de Deus, afirmava que podia perdoar pecados, assumiu ser A Verdade, O Caminho e A Vida, e que mesmo tendo todas as prerrogativas e poder de salvar-se da crucificação e poupar-se do sofrimento, abriu mão disso por amor a você e a mim, não é possível conceber a ideia de que Jesus tenha sido apenas um grande mestre ou então a benevolência em pessoa.

Jesus, esse mediador, era intolerante à religiosidade, e não só suas palavras mas muito mais suas atitudes mostravam isso o tempo todo. Certa vez, por exemplo, Jesus foi criticado pelos religiosos tradicionais da época porque Ele e seus discípulos não realizavam o ritual de purificação antes das refeições como mandava a tradição: lavar as mãos, objetos a serem usados e tudo mais. Então Jesus inverte o pensamento religioso e afirma que o que contamina o ser humano não é o que entra no estomago, mas o que contamina o ser humano é que sai do coração, ou seja, o mal está dentro, e não fora de nós. Ele aponta para o que realmente importa.

Jesus não usava um discurso muito elaborado e nem palavreado sofisticado. Era simples e objetivo, porém, de uma profundidade exata. As palavras de Jesus não eram nenhuma forma de aconselhamento barato de autoajuda como: busque sua paz interior, viva em harmonia com o ambiente, exerça a paciência, seja educado, feche os olhos e pense num campo florido, ou coisas desse tipo. Seu discurso contra a religiosidade era acido e revelava o caráter de um Deus que estava cansado de tanta religião com seus costumes, preceitos humanos e rituais vazios, que não tinham a ver com a Sua palavra.

Um detalhe que pouca gente se dá conta é que Jesus não é uma alternativa à religião e também não veio fundar uma. Muito pelo contrário, Ele veio ensinar a diferença entre fazer a vontade de Deus e servir uma religião, a diferença entre  nos preocuparmos em cumprir obrigações religiosas ao invés de fazer o que é reto e justo diante do Deus; Ele veio para anunciar o Reino dos Céus, e não o reino da terra; Ele veio dizer que este mundo vai passar e que a única maneira de ser salvo é crer no seu Evangelho. E crer no Evangelho de Cristo é arrepender-se, é andar em novidade de vida, é nascer de novo, é ser uma nova criatura e não uma pessoa “melhorada”, “boazinha” e cheia de “remendos”. Crer em Jesus é aceitá-lo como único Senhor e Salvador; é fazer a vontade de Deus por amor e não por medo ou interesse.

Porém, não se engane. Certamente que Jesus não se resume a uma conversão, esse seria apenas o primeiro passo para uma vida de fé verdadeira. Daí em diante nós vamos (ou pelo menos deveríamos) produzir frutos de justiça nesse mundo, que é muito mais do que tentar ser uma “pessoa certinha”.

Em resumo, o que estava querendo dizer esse tempo todo é que defender a obra de Jesus na cruz é diferente de defender uma religião que Ele nem mesmo fundou. Pense nisso.

 

Abraço e fiquem na Paz de Cristo!

Eduardo (@edukokinho)

Categorias: Reflexões

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