Você já assistiu ou até já foi a um show de uma banda famosa? Qualquer uma serve, u2, oficina g3, Britney Spears, etc. Se sim, então você sabe o que é, na prática, a idolatria. É aquilo ali mesmo, multidões querendo ser como a pessoa no altar, vestindo-se, cantando, fotografando e gravando a imagem daqueles a quem adoram. Adoram? Sim, adoram. E há problema nisso? Oh, se há! E qual é o problema? O problema é que a infalível Lei da Assimilação acontece em todo caso de idolatria: o idólatra se torna igual ao ídolo. O salmista escreve o seguinte do idólatra:

Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes têm, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta. A eles se tornem semelhantes os que os fazem, assim como todos os que neles confiam. Salmos 115:1-8

Quem pedra e pau adora, como pedra e pau se torna: cego, surdo, mudo e insensível à voz do Espírito de Deus. Muito da devoção católica brasileira é assim mesmo – por favor, irmãozinhos católicos, não estou generalizando! Vou às vezes à igreja católica matriz aqui perto de onde trabalho fazer minhas orações, e o que vejo são pessoas esperando receber bênçãos tocando imagens de santos, como se pau e pedra tivessem graças celestes transmissíveis. Triste.

Por outro lado, já fui a várias igrejas pentecostais onde a mesma idolatria acontecia, no entanto, com carne e osso. Quem tocasse no ungidão –ou em seus amuletos ungidos– receberia uma descarga de glória e ‘cairia no Espírito’. Mesma mentalidade, amuletos diferentes. No templo católico, é pau e pedra, no pentecostal, é carne e osso. Um se torna tão morto e frio em sua religião quanto a estatueta, o outro, tão histérico e fora de si quanto o ungidão.

Ah, Luteranos, Calvinistas e Reformados pensaram que iam escapar da crítica? Não, não. Também já fui a igrejas e conversei com reformados para quem a doutrina era o ídolo. Se a fé fugisse da ortodoxia doutrinária reformada, pagão!: Inferno é Tormento Consciente Eterno, salvação é absolutamente Fé Somente, Lei está toda morta, Sola isso, Sola aquilo, etc. Esses também se tornam como os ídolos que adoram, Intelectualistas Teológicos, Heregeoclastas, Cessacionistas, Anticatólicos e Antipentecostais. Fazem da vida cristã uma faculdade de teologia e da salvação um decreto monergista espiritual burocrático.

Mas também não vamos esquecer os liberais e emergentes! Sim, esses são escorregadios, detestam ser rotulados e, pelo politicamente correto, preferem não ofender ninguém com o escândalo do Evangelho ou exclusividade da mensagem de Cristo. As ciências humanas são suas autoridades finais: psicologia, sociologia e história –no geral– são suficientes para explicar todo processo e experiência religiosa. A fé é superior a Cristo. ‘Pluralidade e Ecumenismo’ é o slogan sob o qual marcham na internet, de onde pretendem mudar mundo com fotos bonitas. Adoram seu ídolo à la Frankenstein da pós-modernidade, e como ele, tornam-se espiritualmente monstruosos, perigosos e ignorantes.

Com certeza, já me encaixei em várias dessas descrições que fiz. E quem não? O que devemos fazer para fugir dessa loucura cristã toda? Adorar Jesus Cristo. Como? Imitando Ele. Como? Falando, andando, pensando e se relacionando como Ele falou, andou, pensou e se relacionou. É muito fácil se pegar adorando ídolos. Sejam esses celebridades, religiosos, bens, dinheiro, seja o que for. Idolatria é o pecado no qual facilmente caímos quando perdemos o foco da fé cristã, que é ser como Jesus de Nazaré e amar Deus Pai enquanto se tenta redimir o mundo –pelo menos aquele ao seu redor.

Não sou Católico, não sou Protestante, não sou Pentecostal, não sou Ortodoxo, não sou Liberal, sou Cristão. Qualquer outro apêndice a isso seria um panteão de ídolos que anexaria à minha fé.

Guilherme Adriano

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Categorias: Reflexões

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