Olá, queridas(os) leitoras(es)!

Dizem que você é o que você vê; ou o que você ouve; ou o que você come; ou o que você lê. De certa forma estão querendo dizer que essas coisas vão definir o seu caráter, sua maneira de pensar e agir. Penso que isso tenha a ver com a identidade de cada um.

Bem, não sou nenhum especialista no assunto, até porque é um campo de estudo bastante amplo. Eu poderia, por exemplo, falar sobre identidade visual, identidade corporativa, identidade social, identidade cultural, etc; ou quem sabe até sobre falsidade ideológica, como a do tiozinho da foto ali em cima. Falsidade ideológica é crime, mas penso que o sujeito ali não está sabendo disso não. Como diria um ex-professor meu: antigamente se dizia que alguém morria e não via tudo. Mas hoje a gente vê tudo e não morre..heheh.

Pra quem não sabe, esse tiozinho aí (que com certeza é biruta) existe mesmo e declara ser Jesus Cristo. É só digitar INRI CRISTO no Google (mas não agora! termine de ler o post primeiro) que aparecerá um monte de links sobre esse cidadão que nasceu na pacata cidade vizinha de Indaial/SC. Seria engraçado se não fosse trágico.

Não sei se alguém aí reparou, mas há um detalhe que chama a atenção nessa “identidade”. O detalhe é que esse Jezuis aí não é doador de órgãos e tecidos. O verdadeiro Jesus – aquele que era, que é e sempre será – doou muito mais do que seus órgãos para que alguém pudesse continuar a viver. Jesus doou a própria vida para que eu e você pudéssemos estar aqui hoje.

Quem é cristão entende bem do que estou falando – só gostaria de deixar claro que cristão não é mero sentimentalista que tem “Jesus no coração” como alguns costumam parodiar por aí –, mas é quem tem Jesus como seu único e suficiente salvador e que vive dia-a-dia a verdade do Evangelho de Cristo, o que requer atitude. Quem ainda não conhece a Cristo tem dificuldade de entender que o motivo que levou Jesus a ser pregado numa cruz e ter sido tratado como um criminoso (ainda que não tivesse cometido crime algum) foi para nos salvar da perdição. É ilógico, é irracional, é desprovido de sanidade. E é tudo isso mesmo. É a demonstração mais clara de como o ser humano, perdido em suas vaidades, pode chegar ao ponto de rejeitar o bem. É a nossa natureza caída e imperfeita que nos leva à nossa destruição, de modo que nós é que deveríamos ser pregados naquela cruz. Você duvida disso que eu acabei de falar? Tente, por um dia, apenas um dia, cumprir os dez mandamentos; Ok, ok…escolha apenas cinco, então. Em resumo, tente ser verdadeiramente bom e veja o que acontece.

Voltando ao assunto, é interessante notar que Jesus também tinha uma identidade, mas não como essa da figura, é claro. Mas, qual seria essa identidade? Como eu sei que Jesus é quem diz ser? Alguns podem pensar que a identidade de Jesus se deve aos títulos que Ele passou a ter como: Filho de Deus, Messias, o Cristo, Salvador, Rei dos Reis, Príncipe da Paz, etc. Quem pensa assim acha que simplesmente se declarando isso ou aquilo estará mostrando sua própria identidade. Não é como mostrar sua Carteira de Identidade quando for solicitada para que possam certificar que você é você mesmo e não outra pessoa. Aliás, se você pedir para ver a identidade de uma pessoa desconhecida, você saberá apenas quem é essa pessoa civilmente, mas não terá nenhuma pista sobre seu caráter.

A identidade de Jesus foi atestada, antes de tudo, por uma coisa: sua atitude de obedecer a Deus e Sua Palavra. E para quem não sabe, Jesus era judeu e conhecia muito bem a Torá (Antigo Testamento). Chegou, por exemplo, a dar uns bons “puxões de orelha” em alguns espertinhos chamados Saduceus (pessoas que faziam parte de uma seita judaica). Eles perguntavam quem iria casar com quem depois da ressurreição. Em resumo Jesus disse a eles: “seus tontos”, vocês estão “viajando na maionese” porque não conhecem as Escrituras! (Marcos 12.18-27). Quando Jesus foi tentado no deserto pelo diabo, ele sempre respondia “está escrito…” (Mateus 4.1-11)

Eu costumo falar nos meus textos e volto a repetir: Jesus sabia muito bem o que estava fazendo e não veio pregar um conjunto bons princípios, pois de bons conselhos o mundo está cheio. Ele veio pregar o Evangelho do Reino de Deus, que é o poder de Deus para salvação de todo aquele crê, confirmando o que estava escrito. A fé em Cristo deve ser traduzida em atitude de obediência a Deus pela Palavra (Bíblia), e não em simples achismos, como vemos por aí.

Muitos dos que se declaram cristãos ainda não se deram conta disso e sequer sabem que tem uma identidade; outros sabem que tem uma identidade, mas cuidadosamente não querem revelar para ninguém – é do tipo “cristão 007 agente secreto”. Outros tem uma identidade dupla: uma para usar dentro e outra para usar fora da igreja.

Para o verdadeiro cristão é sempre um desafio mostrar sua identidade, principalmente fora das quatro paredes do templo. E essa identidade deve ser mostrada não apenas se declarando “eu sou cristão”, mas em atitudes verdadeiramente cristãs. Temos que tomar o cuidado para não confundir atitudes cristãs como obras servindo de ponte para chegar e ser aceito por Deus. Caso você ainda saiba disso, Deus já deu o SIM para você e para mim quando enviou a Cristo para nos salvar. Não é pelas minhas ou pelas suas obras (ou por sermos bonzinhos) que Deus vai nos aceitar. As obras são o resultado da fé em Cristo, traduzida em atitude. Como se diz: as boas obras não fazem um cristão, mas um cristão faz as boas obras. E para saber que atitudes são essas, somente conhecendo e, é claro, obedecendo e praticando a Palavra. Algumas vezes temos que tomar uma atitude radical sobre determinados assuntos: como, por exemplo, protestar contra esses mercadores da Palavra de Deus que se aproveitam da fé das pessoas hoje em dia. Isso pode ser facilmente confundido com intolerância e falta de amor. Infelizmente o mundo de hoje conhece apenas um amor líquido, frágil e inconsistente que se adapta a qualquer necessidade humana. A verdade é muitos querem o deus do amor, mas não o amor de Deus.

O verdadeiro amor transforma vidas. O desafio do cristão é ser cada dia mais parecido com Jesus, que teve sua identidade confirmada de forma incontestável. Assim, pela obediência da Palavra, tendo a atitude de amar e transformar vidas, é que nós poderemos dizer: Atitude. Eu tenho! Minha identidade: cristão.

Um abraço e fiquem na Paz!

Eduardo (@edukokinho)

Categorias: Reflexões

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