Às vezes me achei bom demais para sociedade e quis fugir, isolar-me, mas daí percebi que sou tão vil quanto julgava ser o resto dela. Ao querer libertar-me das amarras da sociedade, mal percebi que estava me amarrando à minha própria concepção de liberdade, que em termos, não é senão a alienação da vida em comunidade. Creio que ser livre da sociedade é ser escravo da fé na autossuficiência. A sociedade não é má. Sociedade nem sequer pode ser algo de fato, pois não é sujeito consciente. Nós, que formamos a sociedade, somos maus. A sociedade, coitada, acaba sendo caracterizada com nossos adjetivos. Concordo com Kierkegaard quando diz que desespero é o sentimento que surge quando entendemos que não podemos fugir de nós mesmos. Porém, por ser cristão, conheço uma maneira de mudar as coisas: cruz.

Guilherme Adriano

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Categorias: Reflexões

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