Quanto mais eu navego pela internet e pelas redes sociais, mais eu me pergunto: será que a imbecilidade do ser humano não tem limites?! Talvez seja impressão minha, mas comecei a perceber que de uns tempos para cá está havendo uma glamorização do que é tosco, idiota e ridículo. Não estou dizendo que a internet seja a única responsável por essa glamorização, pois mesmo antes da web a TV já cumpria bem esse papel.  Mas acredito que o advento da internet – juntamente com a liberdade que ela proporciona – tornou o inútil e o grosseiro muito mais difundido e popular. Isso me faz lembrar as palavras de um grande apologista cristão (Ravi Zacharias) que comentou que muitas das nossas a tecnologias têm apenas nos feito mais sofisticados na nossa maldade. Nessa mesma linha de raciocínio eu diria que a internet é uma ferramenta que tem sido usada para tornar mais sofisticada a nossa imbecilidade.

Mesmo eu saindo das demais redes sociais e atualmente mantendo ativo somente o meu perfil do Twitter, inevitavelmente dou de cara com os hits do momento. A sensação da vez agora é o sul-coreano Psy com seu hit “Gangnam Stytle”, que em apenas dois meses teve mais de 220 milhões de views no clipe oficial pelo Youtube. Nada contra o asiático, até que ele parece carismático e bem humorado. O sujeito está tendo seus 5 minutos de fama e, assim como Michel Teló e outros do gênero, logo (eu espero) ninguém mais se lembrará dele. Digamos que Psy não é dos piores se for comparado com certos “cantores” ou grupos musicais brasileiros.  E por falar em “cantores” brasileiros, eis que Latino resolve fazer sua própria versão da “música” com o título “Despedida de solteiro” – é como eu sempre digo: não há nada tão ruim que não possa piorar. Eu diria que a versão do Latino ficou um lixo, mas não vou dizer isso por respeito…ao lixo. A letra da “música” original (em coreano) não é digna de aplausos, mas versão brasileira (antes fosse do Hebert Richers) é de um péssimo gosto e dispensa comentários. Longe da temática da tradução original e com forte apelo sexual, “Despedida de solteiro” recebe o subtítulo (dado pelo próprio Latino) de “hit do verão 2013”. Curiosamente o vídeo do “cantor” teve cerca de 99 % de reprovação dos internautas que assistiram, segundo números que podem ser vistos na própria página de exibição da mídia (Youtube).  Como se não basteasse isso, eis que um desses Vlogers da vida (pessoas que fazem videolog, que é uma espécie de blog em formato de vídeo) chamado Cauê Moura – o qual eu descrevo como um poser de bad boy psicopata intelectuolóide que acha que falar palavrões em excesso torna seus argumentos mais convincentes e o seu discurso mais verossímil – eis que o individuo também faz uma versão e um clipe da “música” cuja letra (obviamente de baixo nível) e conteúdo têm por único objetivo desqualificar Latino pela sua falta de originalidade e criatividade para criar músicas próprias.  Em minha opinião Cauê, que para mim não é absolutamente referência alguma – muito menos em termos de crítica –, só conseguiu ser mais escroto do que Latino. Pode até parecer piada, mas agora Latino quer processá-lo por danos morais. E para piorar (oh, Deus, por quê?!) alguém fez mais uma versão da “canção” como defesa do Latino e em resposta aos ataques de Cauê Moura. É por essas e outras que eu me faço aquela pergunta que mencionei lá no começo: será que a imbecilidade do ser humano não tem limites?!

Tá certo, “falar mal” de caras como esses é fácil, pois eles por si só denunciam sua própria insensatez e futilidade. Só uma sociedade alienada é que não percebe isso e dá audiência e se deixa levar por discursos baratos. O meu objetivo com esse texto não é meramente desqualificar os indivíduos que citei, pois eles fazem isso sozinhos. Apenas os usei como exemplo por estarem em evidência no momento, e para chamar a atenção ao fato de que estamos vivendo numa época em que cada vez mais a imbecilidade se torna o centro das atenções; e não porque há pessoas interessadas em discutir a causa, as consequências e a distorção dos valores éticos e morais que o conteúdo que está sendo disseminada pela mensagem pode causar, mas simplesmente porque é que tipo de “show” que o povo aprecia.

Esse situação toda me faz lembrar de um filme (de 2006) que assisti há um tempo atrás,  e que recomendo a todos, chamado “Idiocracia”. Trata-se de uma comédia que retrata um futuro onde a sociedade é marcada pela burrice e imbecilidade ao ponto de usar, por exemplo, bebida energética para irrigação de plantações ao invés de água. Sugiro que leiam a sinopse e assistam o filme. Aí está uma boa pedida para este fim de semana 😉

A julgar pelo que temos visto e ouvido por esses dias, arrisco dizer que os produtores de “Idiocracia” estavam nada mais do que “profetizando” o colapso existencial, moral e ético da civilização. Às vezes é desanimador e o único pensamento que vem a mente é: “I don’t want to live on this planet anymore”  (eu não quero mais viver nesse planeta) hehehe. 😀

Enquanto isso, que o Senhor nos guarde e nos dê sabedoria para nos posicionar diante de situações como essa. Que não sejamos apenas mais um “tolo na fila”. E quando eu falo de nos posicionar, eu não estou falando de agir como uns moralistas resmungões que só fazem citar versículos bíblicos e dizer: tá errado, é pecado, vai para o inferno. Temos que buscar sabedoria de modo que possamos criar uma ponte de diálogo com a sociedade e levar os valores do Reino, do jeito que Jesus recomendou: prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas (Mateus 10:16).

Abraços e fiquem na Paz.

Eduardo / @edukokinho

Categorias: Reflexões

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