Estava no trabalho esta semana quando vi um colega evangélico sendo cobrado por uma postura de maneira diferente só por causa da posição religiosa dele. Senti junto com ele a carga do estereótipo do ser cristão.

Foi então que eu me fiz a seguinte pergunta: o que tem de tão especial no cristão que não é permitido a ele cometer erros? Será que depois de receber aquela carteirinha de membro da igreja é conferido ao individuo o dever de ser perfeito? Ou será que ele se transforma em uma raça superior?

Vocês já devem ter ouvido aquele comentário: fulano fez isso ou aquilo de errado, e se diz evangélico que vai todo domingo na igreja. Será que a imagem que a sociedade tem de nós evangélicos é que somos seres perfeitos e superiores? Se assim for, penso que isso é um grande equívoco.

Acho que o problema é que os não cristãos não sabem que a conversão não nos torna imune ao erro e que, invariavelmente, uma vez ou outra acabamos “pisando na bola”. Só queria abrir parênteses aqui: não confunda as coisas! “Pisar na bola” é diferente de viver em pecado. Fecha parênteses. Além do mais, não estou fazendo apologia ao erro, pois você não precisa do meu incentivo para fazer isso.

Mas qual será a raiz desse problema? Será que não estamos reduzindo o Evangelho a um bom comportamento e só quem obedece a um conjunto de regras e boas práticas éticas e morais é que será salvo(a)?

Uma coisa que temos que ter em mente é que o Evangelho de Cristo é pra mostrar como um salvo vive, e não como viver para um dia ser salvo. Temos que lembrar também que as boas novas que o Evangelho traz é que há salvação para todo ser humano que está imerso em seus pecados. No entanto, o sacrifício de Jesus não nos torna imune ao pecado, ou seja, ao nos convertermos não deixamos de ser humanos e continuamos sujeitos ao erro. Porém, se estamos em Cristo, o poder do Evangelho nos convence do pecado e nos leva ao arrependimento. E é nessa graça que vivemos, e é nisso que somos aperfeiçoados diariamente. O problema é quando não nos arrependemos e insistimos no erro, procurando desculpas para pecar, justificando nossos pecados ou então procurando pecado na vida dos outros. Isso é coisa de cristão imaturo, que está brincando de ser crente.

Sempre que houver oportunidade, que possamos esclarecer aos que não são da fé (e aos que são também) que ser cristão não é ter atestado de competência, mas a cada dia submeter ao senhorio de Cristo e nos deixar ser moldado por Ele.

Abraços a todos. Fiquem na Paz de Cristo 🙂

Ramon Gomes / Edukokinho

 

Categorias: Reflexões, Testemunhos

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