Há algum tempo tenho percebido que uma boa teologia tem sido espalhada pela internet. Essa teologia está espalhada por meio de podcasts, textos e vídeos em todos os cantos da rede. Isso é algo muito bom devido à realidade da igreja brasileira.

Após receber essa teologia diferenciada, a pessoa tem a impressão de que quase tudo o que ela ouviu precisa ser repensado. O seu modo de ver o Evangelho muda, a pessoa não consegue guardar aquelas novas convicções para si mesmo e tem muita vontade de compartilhar as novidades que tem aprendido. Assim, surge no indivíduo a vontade incontrolável de ensiná-las a todos, com o intuito de que possam enxergar as escrituras de modo mais claro. Qualquer um que passe na sua frente será um alvo para receber a nova teologia, ou melhor, essa descoberta de uma forma sadia de ver e interpretar as Escrituras e que está de acordo com o verdadeiro Evangelho.
Porém, em muitos casos, a mensagem não é bem aceita pelo ouvinte. A rejeição acontece em decorrência de determinantes fatores. Dentre eles posso citar alguns tais como: tipo de abordagem, credibilidade do interlocutor e, por último e não por isso menos importante, a mudança de opinião e visão do Reino de Deus que provocará no ouvinte.

Qualquer abordagem com uma pegada mais imperativa sobre algum assunto durante uma conversa não costuma ser bem aceita, ainda mais quando o tema está relacionado à religião. A maioria das pessoas já tem formado seus próprios conceitos sobre religião. Em virtude disso, toda a conversa em que o tema esteja relacionado à religiosidade, existirá uma grande resistência, ainda mais se as opiniões e/ou convicções forem impostas. Portanto, ao anunciar o evangelho deve-se ter uma abordagem branda, objetiva e sem pressão.

Cada um de nós tem uma história, mas infelizmente somos lembrados na maioria das vezes pelas coisas erradas que fizemos. Tendo em vista tal sina, quando falamos dessa boa teologia, a credibilidade poderá ser questionada por causa da nossa reputação. Penso que a melhor maneira para falar sobre este assunto é tomar a postura sem qualquer arrogância, com um discurso humilde, que desarma a pessoa de qualquer possibilidade de acusação.

A personalidade de uma pessoa é formada ao longo da vida. Ela é construída baseada nas experiências e no conhecimento adquiridos durante este tempo. Então, desse modo, o seu pensamento é formado. A maneira que a pessoa pensa é a maneira que ela age, ou seja, o que passa na cabeça do individuo define o que ele é. Ao apresentar uma nova ideia, no qual o intuito desta seja mudar sua forma de pensar, não é algo simples assim, pois não é somente a maneira de raciocínio que será mudada, mas o que a pessoa é. Por isso existe esta grande resistência em aprender uma nova vertente de ensinamento. Portanto, devemos anunciar o Evangelho e deixar que o Espirito Santo convença a pessoa.

Enfim, temos que anunciar a palavra de uma maneira branda e humilde, independente do que as pessoas vão pensar. A semente do conhecimento deve ser lançada, pois, o que a faz crescer não somos nós, mas Deus.

Um abraço!

Ramon Gomes

Categorias: Reflexões

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  • Rômulo Sousa

    Olá Ramon, boa noite!

    Cara gostei muito do seu texto, quanto a questão de disseminar a boa teologia para as pessoas, a vários pontos que faz com que as pessoas rejeitem o conhecimento e que você expôs bem no texto, e dentre estes, um que você citou: credibilidade do interlocutor, me fez refletir em algo que infelizmente tem se tornado raro hj em nossas igrejas: O falar e o agir.
    Ou seja, ao passo que é importante falar as boas novas e disseminar os novos conhecimentos que aprendemos, de igual forma, é importante expormos isso no dia a dia, por meio de nosso comportamento, atitudes, gestos, forma de falar…como você bem disse, ao apresentar uma nova ideia, no qual o intuito desta seja mudar uma forma de pensar, não é somente a maneira de raciocínio que será mudada, mas o que a pessoa é, e o que percebo é uma grande contradição quanto a isso, infelizmente por boa parte dos “cristãos”.
    Assim, a pessoa que recebe a palavra só estará (acredito eu) convencida de seu poder, quando ver o interlocutor agindo de acordo com o que diz, defedendo o evangelho não apenas com palavras, mas com atitudes, como foi o caso de Zaqueu, Paulo, Pedro e tantos outros personagens biblicos.

    Um grande abraço

    • Ramon

      Meu caro Rômulo, como diz em um trecho de uma música do fruto sagrado: “O que a gente faz fala muito mais do que só falar”. Precisamos refletir bastante sobre nossas atitudes e praticar aquilo que falamos.