Por vezes já presenciei diversas discussões sobre qual denominação evangélica é a melhor, qual costume é o mais embasado nas escrituras e que pastor tem a melhor reputação. Não sei qual é o parâmetro para definir qual é a melhor ou a pior, pois, cada pessoa tem um critério diferente para avaliar. Talvez algumas pessoas pudessem pensar que essa discussão é normal, porque todos são diferentes. Porém, no final de cada debate os participantes geralmente não conseguem convencer o outro, criando aquele clima ruim.

A discussão deste assunto está presente no cotidiano e tão enraizada na cultura quanto as conversas sobre o futebol ou a política. O problema não está em ter o ponto de vista diferente, visto que, não podemos privar as pessoas de pensar, todavia, a maneira em que os debates são conduzidos que não está correta. Está faltando um respeito sobre a opinião do outro. Sem este respeito cria-se a possibilidade de uma conversa tornar-se uma briga.
No livro de Marcos 9:40 está descrita a história uma pessoa da qual a bíblia não cita o nome, que estava expulsando demônios em nome de Jesus. Ao ver aquilo, os discípulos o impediram, pelo fato do indivíduo não andar junto a eles e o Mestre. Após os discípulos contarem isso a Jesus, Ele os orientou que deixassem essa determinada pessoa mantivesse sua prática, conforme descrito no versículo 40: “Porque quem não é contra nós, é por nós”.

A atitude de Jesus infelizmente não está tão presente entre parte do povo cristão. Tem-se criado a ideia que somente uma determinada denominação está correta e as demais estão cheia de heresias. Com isso, criando a divisão do corpo de Cristo. Além de afastarem as pessoas umas das outras.
Nessas “conversas fiadas de crente” o foco central do evangelho é deixado de lado. O amor a Deus e ao próximo tem sido colocado com assunto secundário nas reuniões. Sendo substituídos por costumes do século passado.

Eu sugiro que cada pessoa acredite no que bem entender, mas respeite a opinião do outro. E não podendo esquecer-se do alvo que é Cristo. Com diz o ditado: “cada macaco em seu galho”.
Para finalizar este texto, uma música cuja letra que descreve bem sobre este assunto é: O novo mandamento da Banda Fruto Sagrado.

Não entendo o por que de tanta denominação…
Tantos nomes só fazem aumentar nossa divisão.
Muitos títulos, muitas leis, tantas regras banais,
Dificultando a vida ainda mais…
Existe algum valor em tanta discussão?
Por que se afogar nesse mar de confusão?
O que é mais importante? Quem sai ganhando afinal?
Eu não posso esquecer o essencial!

Amar ao meu irmão, assim como Jesus me amou!
Amar ao meu irmão como Jesus me ensinou!
Amar ao meu irmão, assim como Jesus me amou!
Amar ao meu irmão…

Será que sabemos qual é a nossa missão?
Uma única família, uma única visão!

Talvez um dia a gente entenda
O que é, na verdade, ser cristão…
Praticar nesse mundo nossa pregação.
Como posso pensar em dizer que amo a Deus
Se não consigo viver em amor com meu irmão?
A quem estamos enganando? Não adianta disfarçar!
O que a gente faz fala muito mais do que só falar!

Amar ao meu irmão, assim como Jesus me amou!
Amar ao meu irmão como Jesus me ensinou!
Amar ao meu irmão, assim como Jesus me amou!
Amar ao meu irmão…

Isso resume, sim,
Nossa história aqui:
O novo mandamento que devemos seguir!

“A ninguém devais coisa alguma
A não ser o amor,
Porque quem ama cumpriu a lei.
Não adulterarás, não matarás,
Não furtarás,não darás falso testemunho,
Não cobiçarás! E se há algum outro mandamento
Tudo neste se resume:
Amarás ao teu próximo como a ti mesmo!”

Amar ao meu irmão…

Isso resume, sim,
Nossa história aqui:
O novo mandamento que devemos seguir!

Categorias: Reflexões

Comente pelo Facebook »