Muitas igrejas nos dias de hoje pregam em seus templos um perdão sem arrependimento, uma graça sem cruz, um evangelho sem o Jesus Cristo vivo, uma graça sem discipulado. Pregam a justificação do pecado e não do pecador. A Graça oferecida é sem preço, sem custo, diferente daquela que nos é mostrada na Bíblia.

A Graça Bíblica se manifesta no ser humano que, por amor, sai e vende tudo o que tem com alegria; é o amor tão intenso a Jesus Cristo pelo qual, o ser humano arranca o olho que o faz tropeçar; é o chamado de Jesus, pelo qual o discípulo larga suas redes e o segue. É preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador. É preciosa por ter custado a Deus a vida de seu Filho. “Vocês foram comprados por preço”. É preciosa porque não pode ser barato a nós aquilo que custou caro a Deus.

Com a ‘gospelficação’ do Cristianismo e a secularização crescente da Igreja, a consciência da Graça perdeu-se gradualmente. Tornou-se barata. O mundo estava cristianizado, a Graça passou a ser propriedade comum de um “mundo cristão”. Mas a Igreja católica manteve o monasticismo, pois nele se pregava a viva consciência da preciosidade da Graça. Por amor de Cristo, homens e mulheres abandonavam tudo quanto possuíam. Mas a vida monástica era uma coisa para poucos, não para a massa do povo cristão. Era duro demais. Passaram a serem encaradas essas duas esferas de obediência cristã: uma mais severa e outra mais branda.

A nossa vida na igreja se resume a uma opção morna, enfraquecida, que nos constrange ao lembrarmo-nos dos milhares de cristãos que morreram porque entendiam que ser cristão significava renúncia, significava morrer por Cristo. Tudo infinitamente mais do que encontrarmos com os irmãos, uma vez por semana, para reclamarmos do Pastor e da vida medíocre que levamos no Reino.

Qual é a Graça que o alcançou? Das igrejas que a pregam somente como algo fácil, alcançável sem a necessidade de arrependimento e renúncia ou a verdadeira Graça Cristão, aquela que te impulsiona a largar tudo por Jesus e dizer, sem titubear: “Já estou crucificado com Cristo e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mimGálatas 2.20.

Fiquem na Paz!             Gustavo Woerner

Categorias: Reflexões

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